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Programa FemLeader – Sessão Extra com Tania Almeida


Infelizmente eu não pude participar ao vivo dessa inspiradora sessão extra com a querida Tania Almeida, super especialista em Mediação, mas a Angela generosamente disponibilizou o vídeo para aquelas FemLeaders que não puderam estar presentes.


Terminei agora de assistir o vídeo do encontro e estou ainda mais encantada com a Tania Almeida, minha amiga também do Programa Lideranças Virtuosas. Não somente pela sua trajetória profissional, mas, sobretudo pela sua experiência de vida e pela generosidade em partilhar conosco tantos ensinamentos.


Como os nossos encontros são repletos de depoimentos pessoais, que são compartilhados em um ambiente de absoluta confiança e segurança psicológica, nem tudo o que debatemos eu posso trazer para cá para dividir com vocês, mas eu vou colocar aqui algumas citações e ensinamentos da Tânia que, pela sua natureza não pessoal nem confidencial, podem (e devem!) ser divulgadas para a nossa reflexão e inspiração:


Nossas ideias sobre as pessoas precisam ser hipóteses e essas hipóteses precisam ser como ‘tendas’, porque tendas você arma e desarma rapidamente. Não construa ‘edifícios’ a respeito do outro, porque depois você terá muito trabalho para desconstruir e construir outro, pois só um dinamite que vai resolver…fique no terreno das hipóteses!


A mediação não vai em busca da verdade, mas sim em busca do entendimento, e, para isso, não se deve contrapor verdades, mas sim encontrar onde os diferentes discursos e versões ‘conversam’, o que essas versões têm de comum, em que elas são convergentes, pois ali está a ‘semente’ do entendimento entre as partes.”


A nossa forma de ver o mundo são versões, não são verdades. A nossa lente construída socialmente, com todas essas camadas que nos formam como seres humanos desde o nosso nascimento, nos faz ver o mundo de determinada maneira diferente daquela de quem está ao nosso lado. E quem está ao nosso lado pode ser o nosso filho, por exemplo, que terá uma lente para enxergar o mundo completamente diferente da nossa…


Uma dica interessante quando estamos inseguros antes de nos apresentarmos para um determinado público: “Temos que começar nos apresentando pelo nosso diferencial positivo, ou seja, não pelo que não somos, mas pelo que sabemos que é diferente do que a nossa plateia sabe.” Fica então o estímulo para identificarmos em nós que outras naturezas de conhecimentos nós temos que poderão despertar a curiosidade do nosso público, qual é o nosso diferencial?

Primeiro as pessoas, depois as coisas…..” Essa frase foi para mim umas das mais impactantes! É de uma simplicidade, mas, ao mesmo tempo, de uma profundidade única! Tania sempre dizia essa frase para o filho dela e, a partir de hoje, vou repetir sempre para os meus filhos como um verdadeiro mantra, pois acredito demais nisso!


Se você for colocar um adjetivo em uma pessoa, isso vai dizer dos seus referenciais, não vai dizer da pessoa. Os adjetivos não descrevem o outro, descrevem o que a gente pensa sobre o outro, que é algo completamente diferente. Faça um descritivo ao invés de qualitativo sobre o outro. Quando você usa um adjetivo para definir outra pessoa, você corre um risco muito grande de aprisionar essa pessoa no rótulo que você está dando para ela, principalmente crianças e adolescentes…


“Na comunicação entre duas pessoas o que fica é o que o receptor da mensagem compreendeu e interpretou e não a intenção de quem falou! A intenção tem valor zero na comunicação humana. O que gabarita a comunicação humana é a forma como nós recebemos a mensagem, a interpretação que conferimos à mensagem. Por isso a nossa convivência é ruidosa…


A neurociência já comprovou que a primeira área do cérebro que recebe qualquer informação é a área da emoção, depois é que distribui para as outras áreas…ou seja, não tem como não incluirmos a emoção em toda e qualquer coisa da nossa vida.” Tania exemplifica isso mencionando os chamados “marcadores somáticos”, que comprovam que a nossa área da emoção foi atingida sem sequer percebermos, que ocorre quando ficamos vermelhas, ficamos pálidas, quando sentimos frio na barriga, quando temos taquicardia. Por isso, quando precisamos agir com o máximo de imparcialidade possível, temos que identificar essas emoções e tentar reagir de imediato para tentar administrar isso e evitar que elas influenciem demais na nossa decisão e ação. Ao reconhecer que a nossa “imparcialidade” não é tão imparcial assim, em razão da influência da emoção, já é um primeiro passo para podermos administrá-la e tentarmos ser o mais imparciais que podemos….é o que a Tania chama de Imparcialidade Ativa!


Por fim, falamos um pouco sobre a importância do autoconhecimento e da necessidade que temos de sair desse automatismo de hoje, que nos atropela. Tania nos passou um exercício“ simples”, porém profundo, para nos ajudar a ter uma visão mais sistêmica sobre nós mesmas, que passa pelo “Go to the mirror” pela manhã, “Go to the balcony” ao longo do dia e o “Go back to the mirror” no final do dia e analisarmos o nosso dia e o quanto nós influenciamos o que gostamos e o que não gostamos do que aconteceu no nosso dia. Aqui, Tania menciona o William Ury e a sua obra “Como chegar ao sim com você mesmo”.


Que alegria poder aprender tanto com essas mulheres maravilhosas!


E você? Gostou do que leu aqui? A Tania é mesmo maravilhosa, não é?



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