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Programa Lideranças Virtuosas – Sessão Bônus 6 com Roger Martin


folder convite da sessão bonus do programa lideranças virtuosas com Roger Martin

Roger Martin está há 10 anos na lista dos top 10 pensadores globais de gestão. Autor de diversos livros e artigos sobre estratégia, liderança, entre outros temas correlatos, Roger nos presenteou com mais de 1 hora de ensinamentos na tarde de hoje.

Começamos a conversa com uma série de perguntas realizadas pelo Alexandre, entre elas uma que ressalta a “eterna” busca das empresas pela eficiência (maximização dos lucros) versus a importância de construirmos empresas mais resilientes. Ao comentar sobre esta pergunta, Roger explica que as empresas (e as pessoas que nela trabalham) não são máquinas, muito pelo contrário, são sistemas complexos e, como tal, quanto mais pressão se coloca nelas por resultados, piores eles serão, pois farão com que as pessoas se sintam constantemente insatisfeitas. Roger, visionário que é, já escreve sobre propósito empresarial e já critica, há mais de 12 anos, a ideia (ultrapassada!) de que o propósito das organizações seria simplesmente o de maximizar o lucro dos acionistas.


Quando é questionado sobre a diferença entre Estratégia e Planejamento, Roger explica que estratégia é uma combinação integrada de escolhas que te posiciona em um campo de ação de forma que você vença e conquiste o que deseja. Infelizmente, Roger comentar que muitos combinam essas duas palavras (de significados completamente diferentes) aplicando-as, equivocadamente, da seguinte forma: Strategic Planning. Na visão de Roger, o que muitas empresas chamam de Planejamento Estratégico nada tem a ver com Estratégia, pois são meramente uma lista de atividades que devem ser cumpridas num determinado período de tempo. Estratégia, de forma bem diferente, tem toda uma teoria por trás. Tem o “porquê” você quer se posicionar de determinada forma, tem o “o que” você fará para alcançar o que deseja e também tem o “como” você atuará para conquistar o que pretende e para se destacar perante os clientes. Esta teoria estratégica deve ser coerente e factível. Há um vídeo muito interessante no qual ele explica essa diferença que, inclusive, já atingiu quase 2 milhões de visualizações!

Tivemos diversas perguntas para o nosso convidado, mas gostaria de destacar aqui uma que foi bem interessante:


- Qual é o papel do Board of Directors nisto tudo, em especial na definição da estratégia das organizações?


Roger já inicia a sua resposta deixando claro que se sente desanimado com os Boards, na forma como têm agido atualmente e nos convida a refletir um pouco mais sobre a teoria por trás da criação dos Boards. Roger explica que os Boards foram criados para corrigirem o problema do agente principal, ou seja, em razão do fato de se acreditar que os Diretores e CEOs governariam as empresas sempre com base nos seus próprios interesses. Logo, a ideia para “corrigir” esse problema, foi a de criar um Board que, em tese, estaria “imune” a tais self interests. Ocorre que, na prática, isso obviamente não funciona, uma vez que os Boards são compostos por pessoas que, naturalmente, também são movidas por interesses próprios. Nas palavras de Roger “it is a stupid theory”! Basta pensar nas razões que levam as pessoas a serem um Board Member: o valor de remuneração atrativo, o prestígio pessoal, um bom ambiente social, uma oportunidade para aprender sobre outras indústrias, ou seja, todas são razões pessoais que levarão esta/este pessoa a pensar duas vezes antes de agir de forma que possa perder essa posição.


Nas palavras de Roger: “The only reason for being on a Board that is good for humanity is if you believe that the democratic capitalism is underpinned by public companies that use their resources well and this is a public service. Not many Directors believe that! […] When you are on a Board, please think carefully what your role really is!”


“In my view we should focus on Chairs! Chairs of Boards of publicly traded companies should be treated as we treat judges in the US. In the US judges are public servants in a kind of moral sense. […] I believe that, because of the impact Chairs have on the way the Board functions and operates that what we´ve got to do is encocade a notion that they are the key public servants (no melhor sentido da palavra, e não no seu aspecto burocrático) guarding capitalism and the functioning of capitalism in our economy.”


Para assistir e se inspirar também com esta valiosa conversa de hoje, basta clicar aqui.


Depois de assistir, me conta o que achou?


Para mais informações sobre ele: https://rogerlmartin.com/


Se tiver interesse nos livros do Professor Roger Martin, encontre-os aqui:

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